Surgimento da Violência no Futebol
Desde o seu surgimento, quando ainda aldeões da era medieval juntavam-se em épocas comemorativas para divertir-se chutando uma bola feita a partir de uma bexiga de porco inflada, o futebol e as brigas generalizadas em torno desse esporte dividiam o mesmo contexto. A partir de 1890, esses conflitos passaram a ser identificados como hooliganismo.
Os eventos envolvendo o futebol no período medieval ocorriam em paralelo com datas comemorativas, e era comum o abuso no consumo de bebida alcoólica, que terminava, na maioria das vezes, com feridos ou mesmo vítimas fatais. A violência era tolerada, sendo vista como comportamento natural dos participantes do esporte.
No entanto o tempo passou e - pulando para o séc XIX - mesmo com o futebol tornando-se uma paixão continental em que times rivais enfrentavam-se diante de grandes plateias. A rivalidade entre torcidas estava geralmente associada à posição social era tão visível nessa época quanto as divisões de classes. Então as demonstrações de revolta quando os eventos ocorriam passaram a ser temidas pelas autoridades, que viam a possibilidade de uma partida de futebol tornar-se o estopim de uma revolta das massas, mas com outras motivações sociais.
Futebol na Idade Média
O Surgimento dos Hooligans
As segregações por classes que ocorriam nas torcidas anteriormente se instauraram de outra forma a partir de 1960. O ressurgimento de um sentimento de patriotismo e xenofobia invadiu o meio esportivo do futebol e suas torcidas. Grupos que se identificavam por sua origem ou ideologia viam no futebol e na torcida a oportunidade de confrontar diretamente seus rivais unidos debaixo de uma bandeira e um ideal comum, em busca de um sentimento de pertencimento, legitimidade ou simples dominância sobre os outros grupos.
Foi em 1960 que as torcidas de futebol europeu começaram a demonstrar um nível de organização que não havia antes. Brasões, bandeiras, slogans, hinos e cânticos que exaltavam a torcida, e não propriamente o time, surgiram. As torcidas consideravam-se distintas de tal forma que, mesmo as que torciam pelo mesmo time, diferenciavam-se e brigavam entre si.
O holiganismo era visto por seus participantes como um esporte em si mesmo. Hierarquias entre grupos e torcidas eram formadas de acordo com o sucesso de cada grupo em suas empreitadas violentas.
Mesmo não usando o termo hooligam com tanta frequência a violência não acabou. Vemos torcidas organizadas brigando entre si, as vezes do mesmo time. Uma violência sem sentido em um esporte que se tornou um bem mundial e um caminho para o rumo certo.
Como a Sociedade Inglesa levou os levou a surgimento dos
Hooligans no futebol
Guerra entre torcidas nos tempos de hoje
A violência entre as torcidas vem ganhando proporções estratosféricas. O fanatismo leva alguns torcedores a atitudes incabíveis dentro do esporte. Em muitos casos, há relatos de torcedores que vêm a óbito devido tamanha violência.
Como mostra matéria publicada na Folha de São Paulo sobre confronto de Corinthians e Palmeiras, em São Paulo.
Acesse o link:
Londrina X Brasil de Pelotas
Em confronto realizado no dia 1° de novembro de 2014 pela série D do Campeonato Brasileiro, no Estádio do Café em Londrina - PR, houve confronto entre as torcidas antes mesmo da partida.
Os torcedores Xavantes, em seu tradicional churrasco antes dos jogos, foram alvejados pela torcida do LEC. Mas antes disso ainda, alguns ônibus da torcida do Brasil de Pelotas, foram alvos de pedradas.
Como mostra matéria encontrada em um post do Facebook de Ana Paula.
Violência Dentro de Campo no Confronto LEC X Brasil de Pelotas
Após a expulsão do técnico do Brasil de Pelotas, Rogério Zimmermann, aos 26 minutos do primeiro não pararam as confusões. Forma muitas expulsões e brigas. Devido tanto tumulto, a partida foi paralisada por 20 minutos e só então deu-se sequência.
O técnico Xavante ficou na porta da entrada do vestiário, o que gerou confusão. Uma briga generalizada ocorreu no estádio do Café. O goleiro do Brasil de Pelotas, Eduardo Martini, agrediu um mebro da comissão técnica do Londrina e foi pra rua retirado pela polícia.
Veja as imagens da "guerra" entre os dois times em matéria publicada pelo Globo Esport na internet:
O lado Xavnte
O momento era para comemorar a classificação inédita a uma decisão de título nacional, mas o técnico do Brasil de Pelotas acabou lamentando o episódio de confusão que tomou conta do jogo da equipe gaúcha com o Londrina, na volta pela semifinal da Série D, no Estádio do Café, na noite deste sábado. Rogério Zimmermann foi um dos expulsos na partida que terminou empatada em 2 a 2.
O jogo foi marcado por uma paralisação de cerca de 25 minutos, com briga generalizada. O comandante xavante foi expulso da partida. Em conversa com o Globo Esporte, relatou que, quando rumava ao vestiário, foi cercado. Segundo ele, foi aí que o conflito começou.
Após a expulsão, quando estava indo ao vestiário, vieram para cima de mim. Um cinegrafista disse que entre oito e 10 pessoas. Aí começou a confusão. Tinha um bando de gente, e foram me defender. Arrancaram a câmera para não ter as imagens da confusão. Foi algo lamentável - lembrou.
Durante a confusão, que envolveu integrantes das duas equipes, Eduardo Martini aparece em imagens discutindo com policiais no campo. Em um primeiro momento, surgiu a informação de que ele teria sido detido. Mas Zimmermann afirmou que o goleiro foi apenas defender o cinegrafista:
- O cara da RBS TV (Jeferson Kickhofel) estava filmando, o derrubaram e tentaram chutá-lo. O Martini foi defendê-lo - contou.
Cinegrafista da RBS, Jeferson Kickhofel no momento da agressão que sofreu.
Ana Paula Borges Teló


